A Importância da Comunicação na Inteligência Emocional e no Desenvolvimento Profissional
Estresse, cansaço, fadiga… Tais termos têm se tornado bastante presentes dentro do âmbito laboral. Segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS (2021), vive-se nesse século, a prevalência da depressão, de doenças mentais e de outros problemas clínicos decorrentes do trabalho. Na área profissional, um dos fatores que promove mais qualidade de vida é a compreensão e aplicação da Inteligência Emocional (IE). O controle e equilíbrio das emoções são reconhecidos como uma fonte de sucesso, pois derivam das tomadas de decisão, como é amplamente descrito por Goleman (2001).
Diante disso, é notório que a IE está diretamente relacionada à qualidade da comunicação interna nas organizações. A dificuldade ou a má qualidade de comunicação interfere na gestão, no desempenho e no rendimento profissional. A combinação entre a comunicação empresarial interna e as práticas da Comunicação Não Violenta pode trazer mais benefícios transformadores para toda a organização, abrangendo desde o clima organizacional até o desempenho, desenvolvimento e satisfação dos colaboradores, além de promover uma resolução de conflitos mais eficaz e emocionalmente saudável. Assim, ela pode ser considerada como uma boa ferramenta de comunicação, auxiliando os colaboradores na organização.
A Comunicação Não Violenta é baseada em aptidões de linguagem e comunicação que melhoram a capacidade de permanecer humano mesmo em condições adversas (Rosenberg, 2006). Em termos específicos: o intuito desta técnica é colocar em prática o falar e o ouvir, racionalizar, conseguir com que as pessoas se observem diante das situações e fazer com que os indivíduos se coloquem no lugar um dos outros, ou seja, utilizar a empatia no ato de se comunicar. Porém, comunicar-se com empatia não é fácil. Requer que os interlocutores se desfaçam de julgamentos e críticas e que sejam capazes de ouvir atentamente e falar com autenticidade (Brow, 2019).
O processo de colocar a CNV em prática envolve quatro componentes do modelo criado por Rosenberg (2006), denominadas: observação, sentimento, necessidades e pedidos. A observação consiste em observar o que está acontecendo sem fazer julgamentos ou avaliações. O sentimento é o identificador (ter a capacidade de identificar) como o indivíduo se sente diante da situação e expressar sentimentos, ou seja, usar palavras que expressem emoções. O terceiro, a necessidade, está em reconhecer quais necessidades estão relacionadas aos sentimentos identificados. Caso as necessidades sejam identificadas e expressadas, mas não sejam atendidas, torna-se necessário avançar para o pedido. O mesmo deve ser realizado com clareza, evidenciar o que se quer da outra pessoa com linguagem otimista e evitar utilizar expressões vagas.
É possível entender, então, que Inteligência Emocional está aliada à Comunicação Não Violenta. A comunicação eficaz, baseada no respeito mútuo e na compreensão das emoções, permite que os profissionais se expressem livremente, resolvam conflitos de maneira construtiva e alcancem metas comuns de forma mais eficiente, evitando assim, o esgotamento dos mesmos.


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